Em 2009, com O LIVRO DA VIDA, busquei provocar a percepção e a imaginação com foco no sentido da audição – uma escuta atenta e extendida. Foi criado também com o intuito de evocar, compartilhar e compilar memórias sonoras/sensoriais e contribuir com a possibilidade de delicadas transformações.

O primeiro exemplar foi um livro de visitas escrito à mão, com perguntas formuladas por mim e respostas livres dos visitantes, em um happening no Parque Lage em 2009.  Fez recordar os antigos cadernos de perguntas e dedicatórias que fizeram parte da infância e adolescência de muitos de nós. Fiz uma tentativa de ampliar seu alcance colocando-o também como um incomum formulário de internet, mas não obtive boa resposta – provavelmente porque formulários acabam sendo chatos, não importa tanto o tema.

Em 2010, após um processo de mais de um ano, o projeto se desdobrou, encontrou novos caminhos e mudou de nome: agora é “O RUÍDO DA MÁQUINA DE CRIAR TEMPO”.