A CORTINA DE RUÍNAS LEVES foi imaginada e realizada como um site-specific em um portal no Centro Cultural Parque das Ruínas, dentro da exposição [Des]Limites da Arte: Reencantamentos, Impurezas e Multiplicidades.

É feita de achados e perdidos, lembranças de pequenos abandonos que soam de diferentes formas em contato com o corpo, o vento, a chuva. Tempo e intempéries agem sobre esta estrutura em mutação, anti-monumento transitório que aceita com leveza a entropia, souvenir de esquecimentos cantantes.

 

Foi montada em lugar próximo à passagem dos frequentadores do Parque das Ruínas, que são convidados à  participação, deixando ali algo que não querem mais, tocando a cortina como um instrumento aleatório e mutante, ouvindo seus sons. Guizos, correntinhas, folhas secas, chaveiros, bilhetes, colares e terços, bugingangas e badulaques, vinis quebrados, chaves sem dono ou casa, pequenas coisas perdidas e encontradas no próprio parque, nas ruas, no fundo dos armários, em sucatas, camelôs e brechós. Cada pequena coisa tem muitos sons e muitas histórias.

Na abertura - em 4 de dezembro de 2010, no dia 16 de janeiro de 2011 e ao término da exposição, no dia 30/01, realizei um total de cinco performances sonoras improvisadas, em que os sons da cortina foram explorados, processados, amplificados e registrados. Em breve, registros em áudio; abaixo, um registro em vídeo dos últimos dois minutos de uma das performances, em 16/01: