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Quarta-feira
Set122018

Dezembro de 2016 a Julho de 2018 - Um resumo

Foi muito tempo sem atualizar aqui, então segue um resumão de um ano e meio de atividades: 

- Dezembro de 2016 começou com o show-improviso de quase 2h do Dissonantes, no Novas Frequências. Na ordem da imagem: Natacha Maurer, Paula Rebellato, Carla Boregas, eu, Renata Roman. Intensidade de luzes, sombras, vozes e ruídos de mulheres. Links para algumas ÓTIMAS críticas:

10 momentos matadores do Novas Frequências 2016, Revista Bravo, Guilherme Werneck 

Novas Frequências 2016: os 10 melhores shows, O Volume Morto 

The Quietus, Tara Joshi :

"For a gig that takes place in the back room of a local recording studio - Audio Rebel - it is remarkable how immediately impactful this set is (...) Their raison d’être is to increase female involvement in the experimental music scene, and this show is cosmic. Maybe it’s the hotbox atmosphere, maybe it’s the way the lighting bathes them like they’re twinkling holograms, or maybe it’s the disconcerting, whirring drone of music; whatever it is, it keeps people glued there for the hour or so of their sublime performance."

- Dezembro de 2016 terminou com o lançamento da coletânea "Hystereofônica 1", da Tropical Twista Records. Foi toda produzida por mulheres: artistas, capa, técnica, a curadoria da Cigarra, a master da Luiza Putterman. A faixa "The Rye and The Ray Undone" do meu projeto LORI abre o álbum; e depois entrou para alguns podcasts incríveis. Três matérias sobre a compilação:

O Tempo, Revista Eletronika, Claudia Assef 

Vice, Thump Premieres, Amanda Cavalcanti 

Hystereofônica e a criação de rede de mulheres na música eletrônica, Guia Maria Firmina 

 - Primeiro semestre de 2017 foi passado escrevendo e lendo por horas e mais horas bem pertinho da Mata Atlântica de altitude, terminando a minha tese de Doutorado em Artes pela UERJ/Paris 1, com orientação da muito querida Leila Danziger. A defesa aconteceu no fim de junho no Espaço Cosmos da também muito querida Juliana Franklin. Na banca, Sheila Cabo, Isabel Nogueira, Cesar Kiraly, L.C. da Costa. Isso quer dizer que sou DOUTORA, vejam só. Também quer dizer que precisei descansar a cabeça e o corpo de projetos e deadlines por um bom tempo, porque desde 2009 estava numa certa função... FIM DE CICLO! FOGOS! ABRAM OS VINHOS!

- A peça "Cortina de Ruínas", em parceria com Alex Mandarino, foi selecionada para a programação brasileira de rádio da Documenta 14 (2017), com curadoria local de Janete El Haouli e José Augusto Mannis, dentro do Every Time A Ear di Soun. Houve difusão online, em Kassel, Atenas e na Rádio MEC do Rio. No ano seguinte a música também entrou para a coletânea система/System 03 (Ucrânia/França) e foi transmitida em um programa de rádio com Knappy Kaiserknappy na Rinse FM France.

- Fiz um show no Aparelho, Rio, improvisando com Isabel Nogueira e Sanannda Acácia. Foi foda, foi barulhento e foi bruxaria. 

- Continuei a gravar meu projeto solo LORI. Me apresentei ao vivo pela primeira vez usando esse nome, e com as incríveis projeções da Rebecca Moure, no final de 2017, na Comuna Intergaláctica, evento de arte e ciência que ocorreu no Observatório do Valongo, Rio. Foi um caos intenso que terminou com vento, chuva e trovoadas lindas iluminando entre os galhos.Também participei de um workshop com a Tara Pattenden, a.k.a Phantom Chips, no Novas Frequências. Construí um Phantom Detector que foi usado em uma música como LORI. Uma versão demo foi transmitida no Late Junction na rádio BBC 3 Londres, em um programa com Tara. 

- No meio disso, achei um filhote de gato doente na estrada Mauá-Maromba e acabei adotando mais um. A lindeza foi batizada de Thoth, por sua aparência egípcia e seu caráter altamente ativo e comunicativo.

- Em fevereiro de 2018, pouco antes do Carnaval, mais um live no Aparelho, improvisando com outra mulher, AJA (a inglesa Aja Ireland), que em seguida lançou um álbum pela Opal Tapes. Foi a Tara quem apresentou. :-)

- Em Abril de 2018, mais uma apresentação como LORI, dessa vez na Festa da Lei, realizada no aniversário de Crowley, no Calen, Rio. Mais uma vez, com as projeções da Rebecca. A apresentação foi solo, com um repertório mais definido e algumas versões mais rítmicas/percussivas para o live.

- Dias depois, o meu artigo "Escutar Caminhos", com um bom trecho da minha tese, foi publicado em inglês e português no periódico internacional ARJ - Art Research Journal. Primeiro artigo já devidamente Doutorada, saiu como dossiê da edição Perspectivas Multidisciplinares na Arte. Um trabalho meu ilustra a capa. 

- Mais um show como Lori tendo a parceira Rebecca nos vídeos, dessa vez no Hiperorgânicos 8, eventão de Arte e Ciência da UFRJ, no Museu de Arte e Astronomia do Rio.

- A gravações e mixagens do projeto Lori continuaram, se encaminhando para a finalização de nove músicas, cerca da metade das que iniciei nesse projeto. Ficou acertado para Outubro o lançamento por um selo independente brasileiro muito bacana.